Dança, protestos e desidentificação: Uma teoria político coreográfica de 2001
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Resumo
O objetivo desse artigo é propor uma análise das peças de dança contemporânea argentina “Recorte de Jorge Cárdenas Cayendo” (2017), criada pela Companhia Terceto e dirigida por Juan Pablo Gómez e “Instrumento para estrellar” (2018) da coreógrafa Diana Szeinblum, em diálogo com conceitos da teoria política e teoria da dança. As peças citadas retomam imagens e sequências de movimento da mobilização de dezembro de 2001 e de outros levantamentos populares da América Latina, propondo diferentes modos de teorização coreográfica do acontecimento político. Se como afirma Rancière a subjetivação política supõe uma instância prévia de desidentificação, a tese que propõe esse texto é que essa instância corresponde à intervenção de um corpo em movimento. Desse modo, a explosão social pode ser entendida como uma experiência coreográfica coletiva de desidentificação que possa habilitar a emergência histórica de um novo sujeito político.
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