Poesia brasileira e ditadura: memória e desaparecimento em Ricardo Domeneck, Eduardo Sterzi, Paulo Ferraz e Priscila Figueiredo

Resumen

El artículo analiza poemas de Ricardo Domeneck, Eduardo Sterzi, Paulo Ferraz y Priscila Figueiredo, que tratan cuestiones sobre graves violaciones de derechos humanos cometidas por el Estado brasileño, como la memoria de los desaparecidos o las víctimas de la dictadura militar. El análisis se inscribe en el campo de la literatura y la justicia transicional, con el objetivo de estudiar la intersección entre invención literaria y memoria social, en relación con el legado de crímenes de lesa humanidad practicados por el Estado brasileño. Todos estos autores nacieron en la década de 1970, durante la dictadura militar en Brasil, que duró de 1964 a 1985. Los poemas analizados fueron escritos en el siglo XXI, en un nuevo ciclo de memoria cultural en Brasil, según la hipótesis de Rebecca Atencio, en la que los temas relacionados con la dictadura volvieron a ser objeto de la literatura brasileña con mayor frecuencia. En el caso de Paulo Ferraz, el poema se refiere a la Era Vargas (1930-1945). Domeneck, cuyo poema se menciona en el informe de la Comisión Nacional de la Verdad, y Sterzi se refieren a la dictadura militar. Priscila Figueiredo se ocupa de las continuidades del pasado autoritario en los crímenes del Estado brasileño tras la democratización. En estos cuatro casos, la poesía de estos autores difiere de la que han establecido los argentinos reunidos en la categoría de “hijos”

Palabras clave:

Poesía brasileña contemporánea, Literatura y política, Justicia transicional, Dictadura militar, Memoria

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Publicado
2020-12-01
Cómo citar
Fernandes, P. (2020). Poesia brasileira e ditadura: memória e desaparecimento em Ricardo Domeneck, Eduardo Sterzi, Paulo Ferraz e Priscila Figueiredo. Aletheia, 11(21), e065. https://doi.org/10.24215/18533701e065
Sección
Dossier: Literaturas, memorias, testimonios